Moraes marca depoimentos de testemunhas nos núcleos 3 e 4 da trama golpista para 14 de julho

Moraes marca depoimentos de testemunhas nos núcleos 3 e 4 da trama golpista para 14 de julho
O despacho de Moraes unificou o cronograma de oitivas dos réus dos núcleos 2, 3 e 4/ Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo
Publicado em 09/07/2025 às 7:30

Da redação de LexLegal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para o próximo dia 14 de julho o início dos depoimentos das testemunhas nos processos que envolvem os núcleos 3 e 4 da suposta tentativa de golpe de Estado durante o governo Jair Bolsonaro. As oitivas se estenderão até 23 de julho e fazem parte das ações penais movidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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A lista de testemunhas inclui nomes de peso do cenário político e militar brasileiro, como o presidente do PL, Waldemar Costa Neto; o atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército; e o tenente-brigadeiro do ar Baptista Júnior, que comandou a Aeronáutica. Todos prestarão depoimento por videoconferência. Por estarem na condição de testemunhas, têm o dever legal de relatar com veracidade os fatos que presenciaram.

O despacho de Moraes unificou o cronograma de oitivas dos réus dos núcleos 2, 3 e 4. As audiências do núcleo 2 também estão marcadas para começar em 14 de julho, com encerramento previsto para 21 do mesmo mês. Um dos primeiros a depor será o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Ele será ouvido como delator e figura entre as testemunhas arroladas pela PGR.

Já o ex-presidente Jair Bolsonaro, embora tenha sido indicado como testemunha pela defesa de Filipe Martins, um dos réus do núcleo 2, não teve o depoimento autorizado por Moraes. Bolsonaro é réu no núcleo 1 da investigação e já foi ouvido em etapa anterior.

A estrutura do inquérito foi dividida em quatro núcleos:

Núcleo 2:

  • Filipe Martins (ex-assessor internacional da Presidência)
  • Marcelo Câmara (ex-assessor de Bolsonaro)
  • Silvinei Vasques (ex-diretor da PRF)
  • Mário Fernandes (general do Exército)
  • Marília de Alencar (ex-subsecretária de Segurança do DF)
  • Fernando de Sousa Oliveira (ex-secretário-adjunto de Segurança do DF)

Núcleo 3:

  • Bernardo Romão Correa Netto (coronel)
  • Cleverson Ney Magalhães (tenente-coronel)
  • Estevam Theophilo (general)
  • Fabrício Moreira de Bastos (coronel)
  • Hélio Ferreira (tenente-coronel)
  • Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel)
  • Nilton Diniz Rodrigues (general)
  • Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel)
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel)
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel)
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel)
  • Wladimir Matos Soares (policial federal)

Núcleo 4:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva)
  • Ângelo Martins Denicoli (major da reserva)
  • Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente)
  • Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel)
  • Reginaldo Vieira de Abreu (coronel)
  • Marcelo Araújo Bormevet (policial federal)
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal)

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As oitivas são consideradas fundamentais para o avanço da instrução processual dos casos e devem definir o ritmo das próximas etapas da ação penal no Supremo.

SÃO PAULO WEATHER