Demarest, Gowling, Veirano e Linklaters atuam na compra da Mineração Serra Grande pela Aura Minerals

Da redação de LexLegal
A Aura Minerals, multinacional do setor de mineração com presença no Brasil, deu mais um passo estratégico para ampliar sua atuação no país ao fechar a aquisição da participação da AngloGold Ashanti na Mineração Serra Grande (MSG), localizada no estado de Goiás. A operação foi assessorada por um conjunto de escritórios de advocacia brasileiros e estrangeiros, incluindo o Demarest Advogados, que assessorou a Aura na compra.
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O negócio, que envolve valores acima de 5 milhões de dólares, ainda está em andamento e representa mais uma etapa no processo de expansão da Aura, que já possui outras operações de ouro na América Latina. A Mineração Serra Grande é uma das mais tradicionais mineradoras de ouro do país, com histórico de produção significativa e presença consolidada na região Centro-Oeste.
A operação é classificada no mercado como uma transação de M&A (fusões e aquisições), na modalidade buy side, ou seja, com foco na assessoria jurídica do lado comprador – neste caso, a Aura. Esse tipo de operação envolve não apenas a negociação comercial, mas também uma complexa due diligence jurídica e regulatória, especialmente em setores como mineração, que demandam licenças ambientais e contratos com o poder público.
O escritório Demarest Advogados atuou como assessor jurídico da Aura Minerals, com uma equipe composta pela sócia Izabella Reis, a advogada Julia Lobo e o advogado Thiago Maia, especialistas em direito societário e mineração. A expertise da equipe foi decisiva para conduzir a negociação em conformidade com as exigências regulatórias brasileiras e internacionais.
Do lado da vendedora e nas demais frentes da operação, participaram os escritórios Gowling WLG e Linklaters, com atuação transnacional, além do escritório Veirano Advogados, responsável por suporte jurídico no Brasil. A transação envolve também aspectos de direito internacional, já que há componentes contratuais regidos pela legislação do Reino Unido e do Brasil.
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A aquisição reforça o movimento da Aura de ampliar seu portfólio de ativos no Brasil, especialmente no setor de ouro, em um momento de valorização da commodity e de busca por projetos com potencial de longo prazo e baixo custo operacional. O fechamento definitivo do negócio depende ainda de trâmites regulatórios, como aprovação de órgãos ambientais e eventuais notificações concorrenciais.