TozziniFreire e Pinheiro Guimarães assessoram emissão de R$ 13 bilhões da Eldorado Brasil

Da redação de LexLegal
Em uma das maiores operações do mercado de capitais brasileiro neste ano, a Eldorado Brasil Celulose S.A., uma das líderes do setor de celulose, concluiu a emissão de notas comerciais no valor de R$ 13 bilhões, em duas séries, com distribuição pública coordenada pelo Banco Bradesco BBI S.A.. A transação foi realizada em 13 de junho e contou com a assessoria jurídica dos escritórios TozziniFreire Advogados, representando a emissora Eldorado e sua controladora J&F S.A., e Pinheiro Guimarães Advogados, assessorando o Bradesco BBI.
Veja também: TozziniFreire, Lefosse e Linklaters atuam em fusão entre Marfrig e BRF, que dá origem à MBRF
A emissão foi dividida em duas séries: a primeira com vencimento em 14 de julho de 2025 e remuneração atrelada ao CDI + 2,50%; a segunda com vencimento em 15 de maio de 2026 e CDI + 3,40%. As notas comerciais são títulos de dívida de curto e médio prazo, utilizados por empresas para captar recursos diretamente com investidores, com estrutura menos burocrática em relação às debêntures tradicionais, e vêm ganhando espaço desde sua regulamentação no mercado brasileiro.
A TozziniFreire Advogados atuou como assessor jurídico da Eldorado e da J&F, com uma equipe liderada pelos sócios Carlos Mello, Alexei Bonamin e Daniel Laudísio, e pelo associado Leonardo Medeiros Braghetto. Já o Pinheiro Guimarães Advogados representou o Bradesco BBI, com atuação dos advogados Francisco J. Pinheiro Guimarães, Camila Ohno, Caio Gioielli e Janilson de Oliveira Baptista Vaz.
Além do volume expressivo, a operação teve um nível elevado de complexidade jurídica e financeira, especialmente por estar ligada à recente reorganização societária entre a J&F S.A. e a Paper Excellence, que encerrou uma disputa societária de anos envolvendo o controle da Eldorado Brasil. Com a conclusão do litígio, a J&F consolidou 100% da participação na empresa, o que pavimentou o caminho para a emissão e sinalizou estabilidade institucional ao mercado.
Fundada em 2010, a Eldorado Brasil possui operações florestais e industriais de ponta, com atuação verticalizada e logística integrada. A empresa opera uma das maiores plantas de celulose do mundo em Três Lagoas (MS), além de contar com um terminal portuário próprio em Santos (SP). Com capacidade para produzir 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano e exportações para mais de 40 países, a empresa se posiciona entre as mais competitivas do setor.
A J&F Investimentos, garantidora da emissão, é o braço de investimentos da família Batista e controla empresas como a JBS, Âmbar Energia, Banco Original, PicPay, entre outras. O grupo também mantém o Instituto J&F, voltado à educação profissional e formação de jovens.
Leia também: Pinheiro Guimarães assessora Rede D’Or em emissão pública de R$ 1 bilhão em debêntures
A operação reforça a tendência de emissões robustas no mercado de dívida corporativa, aproveitando a estabilidade dos juros e a maior confiança dos investidores institucionais. Para a Eldorado, os recursos obtidos devem contribuir para otimização da estrutura de capital e novos investimentos em logística e sustentabilidade.