Turismo registra faturamento recorde no 1º trimestre e supera resultado da Copa de 2014

Da redação de LexLegal
O setor de turismo no Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2025 com faturamento de R$ 55,4 bilhões, superando o recorde anterior da série histórica, registrado em 2014, durante a Copa do Mundo, quando o montante foi de R$ 52,5 bilhões no mesmo período. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O valor representa aumento real de 5,8% em relação aos três primeiros meses de 2024. Em março, o faturamento foi de R$ 18 bilhões, alta de 6,6% ante o mesmo mês do ano anterior. Foi o maior valor mensal para março desde 2012.
De acordo com a FecomercioSP, o desempenho ocorre mesmo com juros altos e inflação acima da meta. Segundo a entidade, o setor é influenciado por fatores como o planejamento familiar e o avanço do emprego formal.
Na análise regional, a Bahia apresentou o maior crescimento no faturamento do turismo em março, com alta de 20,4%, impulsionada pelo calendário do carnaval. Rio de Janeiro (16,8%) e Ceará (13,9%) também registraram aumentos. Em São Paulo, estado com maior peso na amostra, a elevação foi de 4,8%, com R$ 4,5 bilhões movimentados.
Entre os estados com desempenho negativo no mês estão Mato Grosso (-9,7%), Roraima (-7,1%) e Rio Grande do Sul (-6,3%). No caso gaúcho, o impacto de chuvas e enchentes sobre a rede de serviços influenciou os resultados.
A FecomercioSP apontou, ainda, que o setor está em expansão desde o fim das restrições sanitárias e que o atual cenário inclui maior circulação de pessoas, aumento da demanda por transporte, hospedagem e alimentação, além da recuperação de eventos e feiras regionais.
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A entidade também destaca que o turismo tem efeito em outras cadeias produtivas, como comércio, cultura e serviços logísticos. Segundo a federação, os próximos meses deverão manter a tendência de crescimento com base em projeções de feriados, férias escolares e maior volume de viagens internas..