Bronstein Zilberberg assessora Speedbird Aero em rodada de investimento liderada pela portuguesa Lince Capital

Da redação de LexLegal
A startup brasileira Speedbird Aero, especializada em logística com drones, concluiu uma nova rodada de investimentos no valor de 3,5 milhões de euros (cerca de R$ 20 milhões), com assessoria do escritório Bronstein, Zilberberg, Chueiri & Potenza Advogados. O investimento foi liderado pela gestora portuguesa Lince Capital, representada na operação pelo escritório CCA Law Firm, com sede em Lisboa.
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Além da Lince Capital, participaram da rodada os fundos MSW Capital, Explorer Investments, Cedrus Capital e AcNext Capital, reforçando o interesse do mercado de venture capital no segmento de mobilidade aérea e logística automatizada.
Com atuação no Brasil, Portugal e Estados Unidos, a Speedbird pretende utilizar os recursos captados para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias, ampliar a equipe de engenharia aeroespacial e dar suporte à sua expansão internacional.
Entregas por drone ganham fôlego com capital europeu
Fundada em 2018, a Speedbird Aero se tornou uma das pioneiras no desenvolvimento de sistemas de entrega por veículos aéreos não tripulados, mais conhecidos como drones. Esse tipo de solução é voltado para entregas rápidas e de baixo custo, especialmente em áreas de difícil acesso ou com restrições logísticas, como zonas rurais, regiões de desastres naturais ou locais com tráfego urbano intenso.
A tecnologia empregada pela startup permite que os drones voem de forma autônoma, com rotas pré-programadas, respeitando os protocolos de segurança aérea e diretrizes regulatórias — tanto da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) no Brasil quanto das autoridades competentes nos demais países onde atua.
Com a nova rodada de investimentos, a Speedbird busca reforçar seu time técnico, especialmente de engenheiros aeroespaciais, e avançar nos estudos de viabilidade para integração dos drones em rotas comerciais regulares, inclusive em parceria com redes varejistas, empresas de saúde e órgãos públicos.
Estrutura jurídica envolvida
A operação contou com a assessoria do escritório brasileiro Bronstein, Zilberberg, Chueiri & Potenza Advogados, que atuou em nome da Speedbird. A equipe jurídica foi liderada pelos sócios Eduardo Zilberberg e Vivian Rudge, com apoio das advogadas associadas Flavia Kasai, Paloma Batt e Rafaela Grossi.
Já o fundo líder da rodada, Lince Capital, foi representado pelo CCA Law Firm, escritório português com atuação destacada no setor de venture capital e inovação tecnológica.
Expansão e maturidade do setor
A rodada reflete um movimento crescente de capitalização de empresas voltadas à logística inteligente e mobilidade aérea urbana, um setor que tem atraído tanto o interesse de fundos especializados em inovação quanto o olhar estratégico de governos e grandes companhias.
No Brasil, o uso de drones para entregas comerciais ainda depende de regulamentações específicas, mas projetos-piloto já vêm sendo testados com autorização da Anac, e a própria Speedbird obteve, em 2022, a primeira autorização do tipo para operar voos regulares de entrega com drones no país.
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Com a nova captação, a empresa se prepara para uma etapa mais robusta de crescimento e posiciona-se entre as principais desenvolvedoras de soluções de drone delivery da América Latina.