Bronstein Zilberberg assessora Speedbird Aero em rodada de investimento liderada pela portuguesa Lince Capital

Bronstein Zilberberg assessora Speedbird Aero em rodada de investimento liderada pela portuguesa Lince Capital
Além da Lince Capital, participaram da rodada os fundos MSW Capital, Explorer Investments, Cedrus Capital e AcNext Capital/Divulgação
Publicado em 03/06/2025 às 17:00

Da redação de LexLegal

A startup brasileira Speedbird Aero, especializada em logística com drones, concluiu uma nova rodada de investimentos no valor de 3,5 milhões de euros (cerca de R$ 20 milhões), com assessoria do escritório Bronstein, Zilberberg, Chueiri & Potenza Advogados. O investimento foi liderado pela gestora portuguesa Lince Capital, representada na operação pelo escritório CCA Law Firm, com sede em Lisboa.

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Além da Lince Capital, participaram da rodada os fundos MSW CapitalExplorer InvestmentsCedrus Capital e AcNext Capital, reforçando o interesse do mercado de venture capital no segmento de mobilidade aérea e logística automatizada.

Com atuação no Brasil, Portugal e Estados Unidos, a Speedbird pretende utilizar os recursos captados para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias, ampliar a equipe de engenharia aeroespacial e dar suporte à sua expansão internacional.

Entregas por drone ganham fôlego com capital europeu

Fundada em 2018, a Speedbird Aero se tornou uma das pioneiras no desenvolvimento de sistemas de entrega por veículos aéreos não tripulados, mais conhecidos como drones. Esse tipo de solução é voltado para entregas rápidas e de baixo custo, especialmente em áreas de difícil acesso ou com restrições logísticas, como zonas rurais, regiões de desastres naturais ou locais com tráfego urbano intenso.

A tecnologia empregada pela startup permite que os drones voem de forma autônoma, com rotas pré-programadas, respeitando os protocolos de segurança aérea e diretrizes regulatórias — tanto da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) no Brasil quanto das autoridades competentes nos demais países onde atua.

Com a nova rodada de investimentos, a Speedbird busca reforçar seu time técnico, especialmente de engenheiros aeroespaciais, e avançar nos estudos de viabilidade para integração dos drones em rotas comerciais regulares, inclusive em parceria com redes varejistas, empresas de saúde e órgãos públicos.

Estrutura jurídica envolvida

A operação contou com a assessoria do escritório brasileiro Bronstein, Zilberberg, Chueiri & Potenza Advogados, que atuou em nome da Speedbird. A equipe jurídica foi liderada pelos sócios Eduardo Zilberberg e Vivian Rudge, com apoio das advogadas associadas Flavia Kasai, Paloma Batt e Rafaela Grossi.

Já o fundo líder da rodada, Lince Capital, foi representado pelo CCA Law Firm, escritório português com atuação destacada no setor de venture capital e inovação tecnológica.

Expansão e maturidade do setor

A rodada reflete um movimento crescente de capitalização de empresas voltadas à logística inteligente e mobilidade aérea urbana, um setor que tem atraído tanto o interesse de fundos especializados em inovação quanto o olhar estratégico de governos e grandes companhias.

No Brasil, o uso de drones para entregas comerciais ainda depende de regulamentações específicas, mas projetos-piloto já vêm sendo testados com autorização da Anac, e a própria Speedbird obteve, em 2022, a primeira autorização do tipo para operar voos regulares de entrega com drones no país.

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Com a nova captação, a empresa se prepara para uma etapa mais robusta de crescimento e posiciona-se entre as principais desenvolvedoras de soluções de drone delivery da América Latina.

SÃO PAULO WEATHER