Machado Meyer, Pinheiro Neto e Kliemann atuam na compra de 45% da Entrevias pelo GIC

Da redação de LexLegal
O fundo soberano de Singapura, GIC, avançou na sua estratégia de expansão no setor de infraestrutura brasileiro com a aquisição indireta de 45% do capital social da Entrevias Concessionária de Rodovias. A operação foi realizada por meio do fundo NY FIP e envolveu a compra dessa participação de fundos geridos pelo Pátria Investimentos, um dos maiores gestores de private equity e infraestrutura do país.
Leia também: Greystar investe em locação residencial no Brasil com apoio do Tauil & Chequer Advogados
A Entrevias é responsável pela concessão de cerca de 570 quilômetros de rodovias no estado de São Paulo, ligando importantes polos logísticos e produtivos entre as regiões Norte e Centro-Oeste. A aquisição reforça o interesse crescente de investidores estrangeiros na infraestrutura rodoviária brasileira, considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola e industrial.
A operação envolveu não apenas a compra de ações, mas também a aquisição de 45% dos direitos relacionados às debêntures conversíveis emitidas pela Entrevias. Debêntures são títulos de dívida que podem, sob certas condições, ser convertidos em participação acionária na empresa emissora, o que garante ao investidor uma posição relevante no capital social.
O fechamento da transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes, entre elas, a aprovação dos órgãos reguladores competentes: o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável pela análise de impactos concorrenciais, e a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que regula as concessões de rodovias no estado.
O GIC contou com assessoria do escritório Machado Meyer Advogados, sob a liderança dos sócios Mauro Penteado, Antonio Paulo Kubli Vieira e Guilherme Malouf, além do sócio Celso Costa e dos advogados Afonso Augusto Bersan De Andrade e Stephanie Sartori Gennari.
O Pátria Investimentos, vendedor na operação, foi representado pelo Pinheiro Neto Advogados, com a atuação do sócio Tiago Eler Silva e dos associados Mariana Alonso Tomazelli e Caio Sandes Lourenço Miguel.
Além disso, o escritório Kliemann Advocacia também assessorou o Pátria, com a participação da sócia Ana Carolina Kliemann e do associado Walmor Viana.
O setor de infraestrutura tem atraído crescentemente fundos soberanos e investidores institucionais globais, motivados pela estabilidade dos contratos de concessão e pela perspectiva de retornos previsíveis e de longo prazo. No Brasil, o modelo de concessões rodoviárias tem sido uma das principais formas de atrair capital privado para a modernização da malha viária.
Veja também: Lefosse assessora Itaú BBA em emissão de R$ 700 milhões em debêntures incentivadas da Elektro Redes
A entrada do GIC no controle parcial da Entrevias evidencia o fortalecimento do interesse asiático no mercado brasileiro de infraestrutura. O movimento ocorre em meio a um cenário de necessidade de investimentos bilionários em logística para aumentar a competitividade do país.