Demarest atua em operação em que Caixa capta US$ 700 milhões com títulos sociais no mercado internacional

Luciano Teixeira – São Paulo
A Caixa Econômica Federal concluiu uma captação de US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,6 bilhões) por meio da emissão de títulos de dívida não subordinados e sem garantias, no âmbito de seu programa global de notas de médio prazo, que permite levantar até US$ 5 bilhões no mercado internacional. A operação foi concluída em 13 de maio de 2025 e se insere na estratégia da instituição de diversificar suas fontes de financiamento e ampliar sua atuação com foco em impacto social.
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Os títulos foram emitidos com um cupom de 5,625% ao ano — isto é, a taxa de juros que será paga aos investidores — e rendimento final de 5,875%, considerando o valor pago pelo papel no momento da emissão. A operação foi estruturada no formato de “social bond” (título social), o que significa que os recursos captados serão destinados, total ou parcialmente, ao financiamento ou refinanciamento de projetos sociais, como habitação popular, crédito para pequenos empreendedores e programas de desenvolvimento comunitário, conforme critérios definidos nos documentos da oferta.
Esses instrumentos seguem princípios internacionais reconhecidos, como os Social Bond Principles, estabelecidos pela International Capital Market Association (ICMA), que orientam a alocação dos recursos em projetos com impacto social mensurável.
A operação permite que a Caixa emita novos papéis de forma contínua por meio de seus próprios mecanismos ou em parceria com instituições financeiras como BNP Paribas, Citigroup, Santander e UBS, que também participaram da estruturação da emissão.
O escritório Demarest Advogados atuou como assessor jurídico da Caixa na operação, com equipe liderada pelo sócio Luiz Felipe Eustáquio e apoio das associadas Isabela Bernacchio e Luisa Beatriz da Silva. No exterior, participaram os escritórios Simpson Thacher & Bartlett LLP, Hogan Lovells US LLP e Hogan Lovells International LLP, assessorando as demais partes envolvidas.
A transação envolveu jurisdições como Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Luxemburgo, reforçando o caráter global da operação e o interesse de investidores internacionais em instrumentos ligados à sustentabilidade e ao impacto social — uma tendência crescente no mercado de capitais.
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Além de contribuir para o cumprimento das metas sociais da Caixa, a emissão reforça o papel dos bancos públicos na mobilização de recursos para o desenvolvimento sustentável e na conexão entre as políticas públicas e o mercado financeiro privado.