Stocche Forbes, Madrona Fialho e Cescon Barrieu atuam na compra de hidrelétricas da EDP e CTG pela Engie Brasil por R$ 2,95 bilhões

Da redação de LexLegal
A Engie Brasil Energia anunciou a compra da totalidade das ações da Companhia Energética do Jari (Ceja) e da Empresa de Energia Cachoeira Caldeirão, pertencentes à EDP Energias do Brasil e à China Three Gorges (CTG), por R$ 2,95 bilhões — valor que considera R$ 2,28 bilhões em equity e R$ 671,5 milhões em dívidas líquidas.
Leia também: Energia limpa: o lixo que pode abastecer o futuro
A operação marca um passo estratégico da Engie na ampliação de seu portfólio renovável e reforça o foco no mercado regulado, com receitas de longo prazo. As usinas adquiridas — a UHE Santo Antônio do Jari (393 MW) e a UHE Cachoeira Caldeirão (219 MW) — estão localizadas no estado do Amapá e já se encontram em operação comercial, com concessões válidas até 2045 e 2048, respectivamente.
Escritórios envolvidos
A Engie foi assessorada pelo escritório Stocche Forbes Advogados, que atuou na estruturação jurídica e negociação da operação, com equipe formada pelos sócios Emilio Gallucci, Frederico Accon, Mariana Saragoça e Renato Coelho; pelos associados Mariana Pinho, Carolina Vilela Marcondes Machado, Natan de Oliveira Pizzatto, Oswaldo Licio da Silva Junior, Beatriz Pereira e Paula Feldmann, além do estagiário Vinicius Ferraz. A atuação interna foi coordenada pelos advogados Henrique Verçosa e Matheus Oberg, da equipe jurídica da Engie Brasil.
A EDP Energias do Brasil foi representada por Madrona Fialho Advogados, com os sócios Ricardo Madrona e Rodrigo Machado, e os associados Renzo Lima e Natália Godoy. O jurídico interno da EDP contou com Marcelo Seraphim Camarinha.
Já a China Three Gorges (CTG) contou com a assessoria do Cescon Barrieu Advogados, por meio dos sócios Daniel Laudisio e Manoela Miranda, e do associado Bernardo Stornicki. A atuação jurídica interna da CTG foi conduzida por Ana Carolina Medina.
A concretização da aquisição ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo a Engie, a transação está em linha com sua estratégia global de expansão em energia renovável, reforçando sua presença no Brasil, onde já é uma das maiores geradoras privadas do setor.
Veja também: EBTE assume ativos de transmissão de energia em acordo com Mineração Dardanelos e EAPSA
A operação também se insere em um contexto de movimentação dos ativos de energia no Brasil, com grandes grupos globais reavaliando seus portfólios e apostando em fontes renováveis como caminho para a transição energética.