Como startups legaltechs podem captar recursos em fundos de investimento

Como startups legaltechs podem captar recursos em fundos de investimento
Captar investimentos para uma LegalTech exige mais do que uma boa ideia. Construir um negócio estruturado, escalável e atrativo para investidores é essencial/Freepik
Publicado em 27/02/2025 às 7:46

Priscila Spadinger*

O ecossistema de legaltechs, empresas startups que usam tecnologia para impactar o setor do Direito, tem atraído cada vez mais a atenção de investidores, impulsionado pela digitalização do setor jurídico e pelo potencial disruptivo dessas startups. No entanto, captar recursos de fundos de investimento exige uma abordagem estratégica e estruturada. Meu intuito com este artigo é trazer um guia essencial para founders de legaltechs que desejam atrair investidores e escalar seus negócios.

1. Entender o perfil do investidor

Nem todos os fundos estão interessados em legaltechs. É fundamental buscar investidores especializados em tecnologia para o setor jurídico ou com foco em startups B2B SaaS, pois esses investidores tendem a compreender melhor os desafios e oportunidades do nicho.

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2. Construir um pitch sólido e atrativo

O pitch (uma apresentação breve e direta de uma empresa, produto, serviço ou ideia), que costuma ser feito por empreendedores que estão em busca de capital com investidores deve destacar:

  • O problema jurídico que a startup resolve;
  • O diferencial da solução em relação à concorrência;
  • O tamanho do mercado e a projeção de crescimento;
  • O modelo de receita e a escalabilidade do negócio;
  • A equipe e suas competências;
  • A estratégia de captação (quanto precisa e para quê).

3. Demonstrar tração e validação de mercado

Investidores buscam evidências concretas do potencial da legaltech. Alguns indicadores importantes incluem:

  • Crescimento da base de clientes;
  • Parcerias estratégicas com escritórios, tribunais ou empresas;
  • Receita recorrente e churn reduzido;
  • Propriedade intelectual e vantagens competitivas.

4. Preparar-se para due diligence

A etapa de due diligence é crítica e exige organização documental. Alguns dos principais documentos incluem:

  • Cap table (documento que mostra a distribuição de ações e participações de uma empresa) atualizado;
  • Contratos-chave;
  • Propriedade intelectual registrada;
  • Demonstrações financeiras auditadas.

5. Escolher o veículo de investimento adequado

Os fundos podem investir via:

  • Equity (participação acionária);
  • Convertible Notes (notas conversíveis em participação futura);
  • Revenue-based financing (modelo atrelado à receita da startup). A escolha do melhor modelo de captação impacta diretamente a sustentabilidade financeira do negócio.

6. Networking e conexões são essenciais

Participar de eventos, programas de aceleração e manter conexões com investidores são estratégias fundamentais. Muitas rodadas de investimento começam a partir de boas indicações.

7. Ser transparente e ter um roadmap claro

Investidores valorizam founders que conhecem os riscos do negócio e apresentam um roadmap (representação visual de uma estratégia) estruturado para o crescimento. Transparência e consistência são diferenciais importantes nesse processo.

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Captar investimentos para uma legaltech exige mais do que uma boa ideia. Construir um negócio estruturado, escalável e atrativo para investidores é essencial. Com estratégia e preparação, é possível acessar os recursos necessários para crescer e transformar o mercado jurídico. Na Aleve priorizamos startups preparadas para receberem aportes e squads que as disponibilizamos em troca de equity. 

Se quiser conhecer melhor como tudo isso funciona, basta me convidar para um café!

*Priscila Spadinger é CEO da holding Aleve LegalTech Ventures S/Aadvogada especializada em M&A e investidora anjo.

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