Grupo de mídia de Trump e Rumble processam Alexandre de Moraes nos EUA por censura

Grupo de mídia de Trump e Rumble processam Alexandre de Moraes nos EUA por censura
A ação foi protocolada após decisões de Moraes que resultaram no bloqueio de contas na plataforma Rumble, incluindo a de um influenciador brasileiro ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro/Agência Brasil
Publicado em 20/02/2025 às 7:56

Da redação de LexLegal

O grupo de comunicação do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a plataforma de vídeos Rumble ingressaram com uma ação judicial em um tribunal federal da Flórida contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O processo alega que o magistrado impôs medidas de censura contra usuários de direita, interferindo na liberdade de expressão protegida pela Constituição norte-americana.

O contexto da acusação

A ação foi protocolada após decisões de Moraes que resultaram no bloqueio de contas na plataforma Rumble, incluindo a de um influenciador brasileiro ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo os autores da ação, tais medidas violam a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de expressão e impede restrições governamentais sobre o conteúdo publicado em plataformas digitais.

Leia também: Após ofensiva de Trump, Brasil reforça uso de moeda local no Brics

Além do impacto nas contas individuais, o Grupo de Comunicação e Tecnologia Trump argumenta que as determinações do ministro extrapolam a jurisdição brasileira e tentam impor regras de censura a empresas sediadas nos Estados Unidos. A ação pede que a Justiça americana anule quaisquer ordens do STF que exijam a remoção de conteúdo ou o bloqueio de usuários dentro do território norte-americano.

O embate jurídico

O caso levanta um debate complexo sobre jurisdição e soberania. Especialistas explicam que decisões de tribunais brasileiros não têm validade automática nos Estados Unidos, a menos que a Justiça americana reconheça sua aplicabilidade.

A defesa do ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou oficialmente sobre o caso. No entanto, fontes próximas ao STF argumentam que as medidas determinadas pelo magistrado visam combater a disseminação de notícias falsas e discursos de ódio, alinhadas com investigações em andamento sobre ataques à democracia brasileira.

Veja também: União Europeia reage e desafia Trump em nova disputa global

A ação está sendo analisada por um tribunal federal na Flórida, mas ainda não há previsão de julgamento. Especialistas apontam que o caso pode gerar precedentes importantes sobre a interação entre regulações nacionais e o funcionamento global das redes sociais. Além disso, a denúncia ocorre em um momento de alta tensão política no Brasil, um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar denúncia contra Jair Bolsonaro e outros aliados por tentativa de golpe de Estado.

A expectativa é que a Justiça dos EUA decida, nas próximas semanas, se o caso seguirá adiante ou se será arquivado por falta de competência para interferir em decisões do STF brasileiro.

SÃO PAULO WEATHER