8 em cada 10 conselheiros veem ruptura na cadeia de suprimentos como ameaça crítica

8 em cada 10 conselheiros veem ruptura na cadeia de suprimentos como ameaça crítica
Empresas que operam em setores politicamente sensíveis, sobretudo aquelas com atuação internacional, ficam mais vulneráveis quando não contam com estruturas de proteção adequadas/Freepik
Publicado em 28/05/2025 às 14:00

Da redação de LexLegal

Uma pesquisa conduzida pela FTI Consulting em parceria com o Diligent Institute e a Corporate Board Member com mais de 200 conselheiros de empresas de capital aberto nos Estados Unidos aponta que oito em cada dez conselheiros entrevistados destacaram as novas interrupções na cadeia de suprimentos como uma ameaça significativa, ressaltando a necessidade de planos de contingência estruturados.

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Empresas que operam em setores politicamente sensíveis, sobretudo aquelas com atuação internacional, ficam mais vulneráveis quando não contam com estruturas de proteção adequadas. Essa fragilidade fica evidente quando se observa que um em cada cinco conselheiros afirma não saber se sua própria organização realiza auditorias regulares na cadeia de suprimentos para monitorar riscos como suborno e corrupção.

O levantamento revela que 93% dos conselheiros acreditam que um ambiente político ou regulatório desfavorável impacta os negócios. Entre aqueles cujas empresas possuem atuação internacional, 78% apontam que eventos geopolíticos nas regiões onde operam têm impacto no desempenho da organização — sendo que 30% classificam esse risco como “significativo a prejudicial”. Ainda assim, menos de 10% das empresas estão priorizando a gestão desses riscos em 2025, o que aponta para uma possível lacuna nas estratégias corporativas.

“A adoção de avaliações periódicas, a identificação de sinais de alerta e a implementação de boas práticas de compliance são etapas fundamentais para que as organizações possam fortalecer sua estrutura interna e aprimorar sua capacidade de resposta diante de cenários adversos e situações de crise”, comenta Enéas Moreira, Diretor Executivo no segmento de Consultoria Forense e Litígios da companhia. 

De acordo com a pesquisa, 34% dos conselheiros acreditam que sua empresa não enfrenta nenhuma ameaça relacionada a sanções internacionais – um número que sobe para 75% entre aqueles cujas operações estão restritas aos Estados Unidos. “Mesmo empresas que não são diretamente afetadas por sanções devem estar atentas aos riscos indiretos, como o impacto sobre fornecedores e clientes. Isso reforça a importância de construir cadeias de suprimentos resilientes e adaptáveis, capazes de responder com agilidade a possíveis interrupções”, ressalta Moreira.

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Diante desse cenário, as organizações precisarão reforçar suas práticas de avaliação de riscos, programas de compliance, contínuo monitoramento político e de políticas, planejamento de cenários e exercícios de comunicação de crise para garantir maior resiliência operacional em um ambiente global cada vez mais dinâmico e regulado.

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SÃO PAULO WEATHER